Produtores Canadenses Buscam Co-produções Globais em Resposta às Mudanças Econômicas na Indústria Cinematográfica
Diante das mudanças econômicas na indústria cinematográfica dos Estados Unidos, produtores independentes do Canadá estão se voltando para parceiros estrangeiros para co-produções internacionais tratadas por tratados internacionais, visando aumentar o financiamento e expandir sua presença globalmente. Um destes esforços é o novo drama transatlântico de Geneviève Dulude-De Celles, 'Nina Roza', que mergulha na viagem de um homem de volta à Bulgária após 28 anos, enfrentando os fantasmas de seu passado. O filme foi estruturado como uma co-produção entre Canadá, Bélgica, Bulgária e Itália, respeitando a regra que limita o orçamento canadense gasto no exterior a 25%.
Enfrentando desafios semelhantes na composição de sua estrutura financeira, Anne-Marie Gélinas, produtora do thriller 'Paradise', filmado entre Canadá e Gana, destaca como co-produções entre Canadá e França dão suporte ao compartilhamento de riscos e recursos, contribuindo para a integridade cultural dos projetos do cinema. Estas colaborações internacionais são estruturadas sob tratados audiovisuais oficiais e exigem um cuidadoso equilíbrio enquanto equipes criativas e técnicas de diferentes nações trabalham juntas desde a produção até a pós-produção.
À medida que produções como 'Holy Days', uma co-produção canadense-neozelandesa dirigida pela cineasta de Vancouver Nat Boltt, enfrentam o crescente foco de Hollywood por filmes de ação e terror para movimentar as bilheterias de cinema, co-produções surgem como estratégias essenciais. Elas não apenas viabilizam o financiamento, mas também permitem aos cineastas realizarem suas visões com maior liberdade criativa. Além disso, produtores como Francesca Accinelli destacam o impacto global da volatilidade no financiamento cinematográfico e a crescente necessidade dos produtores canadenses em buscar novas parcerias internacionais para novas fontes de financiamento, distribuição e públicos.