40 Anos de Teddy Award: Uma Celebração do Cinema Queer na Berlinale

2026-02-15 12:59

O início de tudo foi um encontro informal de programadores de festivais de cinema queer na livraria Prinz Eisenherz, cujo nome alemão homenageia o Príncipe Valente, situada em Nolldendorf, Berlim, durante a Berlinale. Fundada em 1978, a livraria foi a primeira voltada para o público gay na Alemanha e persiste até hoje, conhecida como Buchladen Eisenherz. Naquelas reuniões nasceu a ideia de um prêmio para filmes LGBT, que seria entregue durante o Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Em 1987, os cineastas alemães Wieland Speck e Manfred Salzgeber, falecido em 1994, co-fundaram o prêmio Teddy Bear, inspirado nos prêmios principais do festival, Urso de Ouro e Urso de Prata. A estatueta manteve sua forma de urso de pelúcia mesmo após o prêmio passar a ser conhecido simplesmente como Teddy Award. Pedro Almodóvar foi o primeiro a ganhá-lo com o filme 'Lei do Desejo', que contou com a atuação de Antonio Banderas. Desde então, o prêmio vem reconhecendo grandes nomes do cinema independente.

Originalmente centrado na seção Panorama da Berlinale e reconhecido oficialmente em 1992, o Teddy Award celebrou seu 40º aniversário em 2023 e ganhou destaque internacional no cinema queer, inspirando outros prêmios pela dialética. Na celebração deste marco, o festival organizou o programa especial 'Teddy 40', evidenciando a importância histórica e o impacto cultural do prêmio, com exibições e debates sobre temas relevantes para a indústria cinematográfica queer.

Apesar da resistência inicial plenamente relacionada à homofobia e ao medo da centralização deste prêmio, as cerimônias e festas do Teddy rapidamente tornaram-se marcantes, e o evento inspirou a criação de prêmios similares, como o Sunny Bunny do Festival Internacional de Cinema de Kyiv. Na esteira das comemorações do 40º aniversário, Wieland Speck expressa um sentimento de gratidão àqueles que contribuíram para o destaque do cinema queer e reafirma a importância de se manter firme em face ao retrocesso global dos direitos LGBTQIA+.